LINKIN PARK RETORNA AOS TEMPOS ANTIGOS EM NOVO CD

20 09 2012
Após CD conceitual, Living Things veio para retomar suas origens – mas ainda, com muita influência de seu último CD.
 

LinLiving Thingskin Park é uma banda bastante conhecida pelo pessoal nascido nos anos 90, ajudando no tão aclamado “retorno do rock”, já que, nos anos 2000, quando lançou seu primeiro disco, a indústria musical era dominada pelo Pop. Seu som inovador, pesado, berrado e com influências do Rap, rapidamente chegou às paradas.

A banda, há pouco tempo atrás, lançou seu último disco, intitulado “Living Things”, com a promessa de voltar às origens, ao seu som pesado de tempos atrás, diferente do som eletrônico do CD passado, “A Thousand Suns”. Continue lendo »






Área VIP (?)

13 09 2010
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@brunomulinario
/ @reecampos
O conceito musical no brasil pode estar se transformando, favorecendo a massa menor e suprindo o capitalismo (usado como exemplo: AREA VIP).
Onde você compra o seu espaço diferenciado ! 

 

–  Uma discriminação social ou apenas lucro ?

@reecampos: Creio que isso seja meio que voluntáriamente involuntário, pois eles incentivam a área vip voltada ao lucro e ao capital e percebem que privilegiando essas pessoas eles estão errados nessa parada de separar por classes mas mesmo assim omitem essa culpa própria.


@brunomulinario: Sim, concordo com você, sendo assim uma coisa involuntária que deveria ser repensanda pelos produtores, acho que um fan não é mais fan que o cara do povão só porque pagou mais caro no ingresso …

– Quais as (des)vantagens da área vip !

@brunomulinarioa: O unico lado bom que eu vejo são para as pessoas deficientes, mais mesmo assim eu acho que deveria ter um espaço SÓ DELAS ! enfim, você paga mais caro fica mais perto do seu idolo, firmeza só que nisso cada vez mais incentiva-se essa pratica, quase se tornando uma regra em um show. Sua desvantagem mais forte é a influencia direta em diferenças economicas e visando sempre o lucro.

@reecampos: Concordo com essa parte dos portadores de alguma deficiência, mas mesmo assim funcionaria como uma discriminação e só ia ver nego alugando cadeira de rodas e depois dando mosh, é isso.



– Agora isso deveria ser reformulado ou levado a diante ?

@reecampos: Porra galera que defende a área vip, para e pensa … 2 mil pessoas num espaço querendo ver a banda, dar uns mosh, encostar nos caras e até filar uma palhetinha, eles tão lá pra curtir bem o show deles e “vocês” da área VIP tem uma exclusividade desnecessária e idiota, se voce acha que é melhor do que os 2 mil lá atrás, pq não ta no camarim ?
Bota essa porra pra funcionar, tchau área vip e vamo curtir com igualdade galerada.

@brunomulinario: eu sou totalmente contra esse tipo de exploração, é como o brother disse, o show é para curtir e compartilhar, diferentemente de um privação do resto do publico !


– Aonde vai parar ?

@brunomulinario: Creio eu que cada vez mais isso formara uma bola de neve, que realmente só vai ajudar o lado do capitalismo, pois isso vai crescer se for alimentados por fans que se acham mais importantes que os outros que estão lá pelo mesmo motivo, porém no final a musica é tudo uma União !

@reecampos: Véio, eu acho que a área VIPA só gera uma desarmonização do artista para com o público, pois o artista quer o calor da galera ali em cima, cantando e gritando pra mostrar o amor pela música em geral e área vip impossibilita isso, vamo apoia a causa pq é de direito curtir um bom e velho show.

REFLITA !





Roquemrou Entrevista – R. Sigma

30 08 2010

@reecampos

1 – De onde tudo começou ?

Conheci o Tomás que conhecia o Diogo que juntos conheciam o Gabriel que conhecia o Eric.

Assim, nos conhecemos melhor e então em alguma hora de nossa adolescência houve a necessidade de estarmos mais tempo juntos, fazendo algo bonito e criativo.
Foi então a fase inicial da R.Sigma, que sempre foi R.Sigma e sem trocar nenhum integrante.

2 – Como vocês constroem a história de uma musica, baseadas em histórias reais ou composições sobre algo ? e quem geralmente inicia esse processo ?

Bom, a musica é como o amor, é muito vago e possui diferentes níveis de acesso, por isso é tão difícil dizer como é exatamente que funciona o processo.

Pra ficar mais claro, somos antenas ligadas o tempo todo, captamos as coisas que acontecem em nossa volta e assim transformamos seja através da melodia ou da letra.
Quem inicia o processo sou eu o Tomás e o Diogo, podendo variar com frequencia essa ordem.

3 – A R.sigma tem um som diferenciado das outras bandas oque acham disso, e acham que seu som poderia ser mais aceito em outros lugares do mundo ?

Na verdade não é o nosso som em si que é diferente.

É a motivação do nosso som que é diferente e isso transparece na hora de tocar.
Eu acho que o som vai ser aceito na medida em que nós formos aceitando cada vez mais coisas novas e expandindo cada vez mais nossa consciência. A coisa acontece de dentro pra fora, nesse quesito.

4 – Seria impressão minha ou as musicas da R.sigma tem um leve toque da influencia musical Inglesa ? E sendo assim, quais as influências aplicadas na banda ?

Parte do Tomás, Diogo, Gabriel e Eric as gringas e parte de mim as brasileiras, não que eu não goste das gringas e eles das brasileiras, mas é o que ouvimos mais em casa.

Ouvimos realmente de tudo e seria muito injusto citar alguns artistas e não outros, ainda tem que mudamos muito rápido de ciclo, então hoje posso citar um artista que amanhã já não estaremos ouvindo tanto.

5 – Como foi a história de que ocorreria uma possível turnê internacional que não rolou ?

Fomos chamados pelo próprio festival para tocar, The South by Southwest, no Texas.

Tínhamos uma carta deles para apresentar ao consulado que de fato estávamos sendo convidados e que não estaríamos a passeio nem a negócios. Pois que na hora que fomos ao consulado, negaram nossos vistos alegando que não tínhamos vínculos suficientes com o Brasil.

Sendo assim não conseguimos embarcar, puta frustração.

6 – Sobre o CD “Reflita-se”, o primeiro cd da banda, que seja de muitos espero, sua qualidade sonora é linda, muito bem composto, e antes desse album vocês já tiveram alguma experiencia relacionada a gravação ? Houve algum problema no começo ou rolou naturalmente ?

Sim, tivemos um primeiro EP chamado “Herói”, logo em seguida um chamado “O mundo todo contra todo mundo” e depois veio o “Reflita-se”.

Sempre encontramos problemas, é normal, seja na hora da gravação ou antes, quando temos que passar muitos dias juntos.
Mas não há nada que uma boa amizade e um bom senso não resolvam nessa vida.

7 – Vocês sempre estão fazendo shows, como é a vida pessoal de voces tendo que conciliá-la com a banda ?

Atualmente todos temos projetos paralelos para investir dinheiro e se segurar com a banda.

Temos a Anequila que é uma produtora de festas e eventos, temos o Partybusters que é um coletivo de fotos, sobre noite, música e comportamento, Diogo tem um projeto de música eletrônica e assim vamos caminhando, sempre dando prioridade a banda e ansiosos para que chegue o dia em que poderemos nos doar 100% a ela.

8 – Qual é o real significado de “R.Sigma” ?

União.

9- Vocês disseram algumas coisas sobre as bandas se esmolarem para tocar no SWU isso é uma pura verdade, agnt ja teve banda e sabe como funciona essa parada de cotas.
Como vocês enxergam esse estranho modo de se favorecer em cima das bandas novas ?

Na verdade o lance do SWU é diferente do thinking do sistema de cotas. O que incomoda nesse esquema do SWU é apenas o fator “pidão” do processo, que em alguns níveis acreditamos que desvaloriza o artista.

Já o lance de cotas, a gente compreende os dois lados. O do produtor, que as vezes dá uma oportunidade pra banda tocar e a banda não move um dedo pra divulgar e por gente no evento.
E a da banda, que acaba tendo que pagar pra tocar. Não acreditamos nem flertamos com nenhum dos dois lados, apenas compreendemos esse sistema e infelizmente volta e meia fazemos parte dele.

10 – Como funciona o processo de composição na banda, cada um monta sua parte sendo letras, arranjos, melodias e afins ou vocês tentam fazer tudo juntos colocando um pouco de cada em todas composições ?

Tomás e Diogo geralmente iniciam o processo, com o arranjo e muitas vezes melodia, passam pra mim que componho a letra e também melodia, depois levamos ao estúdio e formamos a música junto com Gabriel e Eric, podendo eles mudarem e moldarem o que estiverem afim de fazer, claro, sempre a favor da arte.

Mas isso muda as vezes, tem música que o tomas me chega com quase tudo, tem músicas que é o Diogo e tem músicas só minhas, varia de ciclo, estado emocional ou problemas pessoais. hahaha.

11 – O felling em todos os sentidos das musicas, é uma coisa que tem de sobra na banda, há alguma explicação logica para isso ?

Nenhuma explicação lógica, apenas explicações “não lógicas”. Guardo esse como segredo, ok?

12 – Então, vocês não tem mesmo medo de cair ? (hahaha)

De cair, nenhum. De levantar… Se for levantar pra ver todo mundo ainda estagnado e sem valores internos, acho que teremos medo de levantar.
Mas isso já é uma outra história.

E é isso ai galera, mt obrigado por acessar e convido vocês à acessarem o myspace dessa banda maravilhosa :





Roquemrou Entrevista – Sugar Kane

25 08 2010

@reecampos

O que é isso galera, ta mt mt fóda pra mim esse blog hein.

É legal conhecer artistas que você admira tanto e essa é uma das muitas que eu gosto e agora posso ter um contato mais próximo…

Os Dinossauros do Hardcore, uma das poucas bandas que pode se considerar FODA !

 

1 – Bem, o novo ep “Digital Native” foi feito pensando em novos horizontes, mas no começo do Sugar Kane, vocês gravaram musicas em ingles também, vocês acham que essa ideia nasceu de uma saudade sobre os velhos tempos ou algo mais pretensioso ?

Não foi por saudade dos velhos tempos, não.
Decidimos gravar sons em inglês de novo pra fazer shows fora do país. A gente toca no Brasil todo há muito tempo e quisemos expandir o Sugar Kane. Estávamos afim de experimentar coisas novas. Até agora a experiência tem sido muito boa…

2 – Vocês estão na ativa há algum tempo, e querendo ou não, mudaram completamente o cenário do mainstream influenciando bandas. Pois anos atrás vocês eram a nova geração, agora vocês são a influencia deles, como vocês do Sugar Kane se vêem hoje em dia ?

Acredito que somos uma banda melhor do que éramos naquela época.

Ficamos felizes em saber que algumas bandas que estão se dando bem hoje em dia tenham se inspirado na gente de alguma forma. Do mesmo modo, estamos sempre tentando evoluir e isso é legal. Não gostamos de ficar parados e sempre estamos inventando algo novo!

3 – O que vocês acham sobre os novos estilos de música mais “jovem” que tenta entrar num cenário procurando sempre a mídia ?

Acho que não é legal montar uma banda pensando só em sucesso e fama.

Isso é consequencia de um bom trabalho. Se você só busca a fama incessantemente e não procura ser um bom músico você não vai conseguir se sustentar por muito tempo, porque não tem conteúdo. É a minha opinião.

4 – O disco A Máquina que sonha colorido foi lançado no dia da independência, qual foi o sentido oculto desse ato e o significado do nome do CD ?

Queríamos que fosse uma data emblemática, porque o disco significava muito pra nós. Estávamos fazendo um som que ia contra a maré e queríamos mostrar isso para o nosso público. A galera gostou muito…

Sobre o nome do disco, veio de uma brincadeira do antigo batera da banda, que perguntava pra todo mundo: “E aí? Você sonha colorido?” (Risos)!

5 – O Sugar kane trabalha junto com selo Olelê music, como funciona essa ligação e no que influencia em resultados finais ?

Atualmente o nosso disco é da Olelê Music/Ideal Records. O pessoal faz apenas a distribuição do disco. A Olelê trabalha com o Sul e a Ideal com o resto do Brasil.

Fora isso, somos nós que vendemos os shows e temos o controle de tudo o que rola com a banda.

6 – Como foi desde o começo pra banda toda se desapegar de um estilo “mídia” e seguir como uma verdadeira banda underground ?

Na verdade o Sugar Kane sempre foi uma coisa só. A banda nunca mudou seu estilo pra agradar mais ou menos pessoas. O que houve foi uma evolução musical…

Com 13 anos de banda, é natural que tenham existido várias “fases” diferentes.

7 – Uma das maiores dificuldades das bandas independentes são os modos de sustenta-la, como foi desde o inicio essa luta ?

No começo tínhamos o apoio da nossa família, senão teria sido impossível…

Depois que nos mudamos pra São Paulo, a responsa ficou toda em cima da banda e de nós mesmos. Isso foi uma coisa boa, porque tivemos que aprender a andar com as próprias pernas pra hoje conseguirmos viver com o SK.

8 – Eu vi uma conversa no twitter com o capilé, teco e algum integrante do forfun. Por enquanto essa “tour” ta só na garganta ou vocês já estão analisando meios de realizá-la ?

Estamos conversando ainda. A idéia é muito legal! Quando surgirem novidades boas, a gente divulga! Uhulll!

9 – De um jeito tão simples mais muito bem bolado, foi assim que saiu o clipe “Revolução” que gerou uma real revolução e um protesto no ar, para um clip bom não precisa de tanto gastos, foi um ideial ou uma simples coincidencia ? E como veio a idéia e em relação aos gastos e materiais usados ?

O clipe de “Revolução” nos trouxe muitos resultados positivos. A idéia dele surgiu da necessidade iminente que tínhamos de gravar um clipe novo.
Estávamos sem grana e fomos obrigados a fazer acontecer. Entretanto, não teria sido possível sem a ajuda de muitos amigos que se dedicaram muito no projeto.

Só precisamos alugar uma lente de câmera para produzir o clipe inteiro. Custou R$76,00!! Insano…

– Perguntas de Fan’s

10 –  Depois de pronto o CD Digital Native, vocês vão partir pra essa pegada mais gringa ou isso se aplica só na turnê ?

A idéia é crescer fora do Brasil. Depende da aceitação do EP lá fora, mas nossa idéia é fazer turnês mundiais constantes.

11 – Qual foi o album mais dificil e o mais prazeroso ?

Na minha opinião foi o último, “A Máquina Que Sonha Colorido”.

Foi difícil porque produzimos o disco durante um ano inteiro… fizemos mais de 30 músicas. E também é o mais prazeroso de ouvir porque, particularmente, gosto muito das partes de bateria desse disco.





Roquemrou Entrevista – Forfun

22 08 2010

@reecampos

Então é isso, agente vai correndo atrás, entrevistando, conhecendo e mantendo o contato com alguma galera.
Essa foi sem dúvida a melhor pra mim, humildade sempre FORFUN !

1 – Depois de dois anos de polisenso como vocês se sentem ?

Muito felizes.

2 -Como vem sendo preparado o próximo trabalho, e as influências do disco novo trazem toda história do forfun ?

Vem sendo preparado num ritmo tranquilo,e com a oportunidade de ensaiar bastante cada música de maneira mais orgânica,coisa que não fizemos nos discos anteriores.

3 -Ainda falando em Polisenso, como foi esta mudança brusca de estilo, de Hardcore para um Rock com influências do Reggae e letras bem filosóficas?

Foi bem natural e sincera,apenas deixamos as águas levarem.

4 – E a campanha “Legalize Já”, que vocês uma vez falaram em seu blog? Poderiam esclarecer um pouco mais esta campanha?

Na verdade não foi uma campanha,foi uma manifestação particular(Danilo) de um pensamento no nosso Blog.

Acredito que a criminalização da maconha não tem fundamentações médicas.Foi uma regra que teve origem no Estados Unidos na década de 30 por questões econômicas (algodãoXcânhamo) e afim de interromper o fluxo imigratório vindo do México por exemplo.Hoje em dia pessoas são torturadas e mortas nas favelas ,e usuários de maconhasão estorquidos diariamente enquanto o álcool é o maior responsável por agressões e acidentes de carro no Brasil.

A maconha tem grande potencial econômico(uso têxtil da fibra de cânhamo por exemplo),e medicinal(glaucoma,enjôo,…) além de ser uma planta linda e maravilhosa … acho uma loucura covarde a sua criminalização.

5 – Qual a influência que Jorge Ben e Chico Science com Nação zumbi tem diretamente na música de vocês ?

Diretamente não sei ao certo,mas acho que há alguns anos atrás qd começamos à escutar esses mestres,nos sentimos mais à vontade para misturar ritmos e balanços,assim como compor letras de assuntos mais “diversos”.Exergar a beleza nas coisas mais simples.

6 – O uso do sampler vem já se não me engano desde um pouco antes de 2005, mas agora ele é muito mais presente … como veio pra vocês essa pegada das maravilhas tecnológicas musicais ?

Através de projetos eletrônicos que conhecemos há alguns anos atrás.O Prodigy foi o primeiro.Com o Liminha conhecemos o primeiro synth,e desde então não paramos mais de pesquisar timbres eletrônicos.

7 – E a influência do Reggae? Ainda estará presente nos CDs posteriores com grande frequência, como no Polisenso?

Acho que cada vez mais.Mas muito importante frizar que é apenas uma influência mesmo,está longe de ser um reggae.

8 – Como funciona o processo de gravação do CD, desde o lugar de gravar até onde mixar ?

No lugar de gravar se gravam os instrumentos separadamente em canais,no lugar de mixar os “volumes” desses canais são alinhados à fim de dar um sentidos pro disco. Muitas vezes isso é feito no mesmo lugar. Ainda tem a masterização onde se mexe no todo,como se alinhasse um só canal com todos os outros inseridos, e assim sai.

9 – Quanto tempo demoram mais ou menos para compor uma música (desde letra até arranjos)?

Varia muito, podem ser 3 dias como 2 anos.

10 – O que vocês acham das letras das músicas do Forfun ? Daonde surge tanta inspiração compilada com conhecimento ?

Nós gostamos. Agradecido pelo “tanta inspiração” também.

A inpiração não é específica não…vem da vida de uma forma geral. Somos rodeados de pessoas muito boas e interessantes,isso ajuda muito,e tentamos na medida do possível pequisar e estudar antepassados,passados e presentes artistas que muitas das vezes nos dão belas dicas!

Muitos sentidos !

11 -É gratificante e inspirador saber que a música de vocês toca a alma de muitas pessoas ?

Muito obrigado de novo!

Nos sentimos sim, gratificados e realizados!

12 – E qual a opinião de vocês sobre a atual cena musical brasileira e as gravadoras ?

A atual cena musical brasileira,falando de forma bem ampla,está maravilhosa na minha opinião.Está muito bem representada no reggae por exemplo com Natiruts, Ponto de equilíbrio, …o Rap com o a Flora, Bill e Emicida, DeLeve… a mpb com o Camelo, Mombojó,…o pop com o Jota, Fresno, Skank,…

Só o rock que poderia ser mais variado…mas tem o Rancore que é bem legal,além de milhões de bandas que não citei aqui.Lá fora estamos muito bem representados também,com o Ben Jor,Marisa Monte,Seu Jorge,Nação,Felguk,…O problema é que o que rola na grande mídia ainda,em sua grande maioria,é uma panela de influências e favores.

Minha opinião sobre as gravadoras é que elas são necessárias.Nós por exemplo criamos a nossa,onde trabalhamos,afim de organizar o lançamente do disco cronologicamente com a sua divulgação,clipe,prensagem,distribuição,venda,merch,…enfim tudo que envolve a carreira musical.

Acho que vc quis me perguntar sobre as grandes gravadoras não é?Então…em sua grande maioria(o que não é muito pois quase todas estão quebradas),são grandes corporações que vizam o lucro acima da ética muitas vezes.Preferimos Empresas menores e mais variadas.Em todos os setores.

Nossos governos infelizmente não incentivam os empresas menores e nacionais.Ficamos escravos da cultura estrangeira,e temos que reverter isso.

Abraço forte para todos do blog!

Danilo e Forfun

GALERA AGORA É SÉRIO

Agente tá com um projeto onde queremos incentivar as grandes massas votantes a nos ajudar com a idéia de tentar acabar ou reduzir ao mínimo o imposto aplicado sobre a música, onde ao lançar a revista capricho ou qualquer outra você não paga nada e quando lança um CD, paga um puta imposto !

 





Roquemrou entrevista – Rancore

19 08 2010

@reecampos

A entrevista de hoje é com uma das melhores bandas underground da atualidade.
Espero que curtam ;*

1 – Rancore é uma das bandas que mantém o hardcore vivo hj em dia no underground, qual a dificuldade de ser “independente” e ter um estilo divergente ao da mídia?

Pra começo de conversa não gostamos de rótulos como “salvação do hardcore” ou “salvação do rock”, a gente não levanta bandeira de estilo musical nenhum, assim como nos já fizemos canções hardcore porque tínhamos vontade, poderemos fazer qualquer outra coisa, não nos prendemos a nada na hora de compor, apenas somos sinceros com o que estamos sentindo no momento!

2 – E como boa banda de Hardcore, vocês atingem grande parte deste público. Estão felizes com o sucesso underground ou desejam atingir o mainstream, tocar em rádios, em estádios e ter muitos fãs que cultuam vocês como parte de sua vida?

A gente nasceu do hardcore, mas não somos oficialmente uma banda de hardcore ate pq essa é uma palavra em inglês e cantamos em português, e bicho, queremos fazer um som que nos orgulhamos e que nos sentimos bem tocando, o resto e conseqüência, estamos bem felizes com o que temos, mas como qualquer ser humano, sempre queremos evoluir.

Agora essa parada de cultuar, achamos ridículo, não estimulamos fanatismo nenhum, chega troca idéia e pode ver que somos pessoas normais, não tem nenhum genio na banda, nem semideus, idolatria é uma fuga idiota, não somos perfeitos e nem queremos ser, por isso não nos idealizem, somos pessoas normais que fazem coisas boas e varias merdas tbm!

3 – Do começo pra cá a banda passou de um som “CRU” mais na emoção, para um som “TRABALHADO” passando uma mensagem sincera, qual é o critério para compor uma música, o que ela tem que ter para entrar no Rancore ?

Temos que achar ela boa, só isso.

4 – Qual são as principais mensagens que vocês tentam passar em suas músicas?

Queremos ser fonte de força, paz e alegria pras pessoas, e buscamos que nossos shows sejam cada vez mais insanos e intensos.

5 – Depois de prontas as músicas, como é a recepção dos fãs perante as novas músicas ?

Veremos isso em poucos meses, por enquanto ta rolando bem, nem gravamos as musicas e bastante gente ja sabe as letras de cor. Impressionante !

6 – E quais são as expectativas para este novo CD? Pretendem seguir os moldes do CD Liberta, ou vão tentar novos horizontes?

Com certeza já esta muito diferente, já esperamos muita gente revoltada hahahaha … assim como rolou qnd lançamos o Liberta, mta gente ficou falando que tinhamos nos vendido qnd fizemos o liberta…hahahaha nos vendido pra quem???

A parada aqui e verdade ou morra, ta tatuado em integrante da banda…enfim…. a expectativa e fazer o melhor CD possível, colocar todo nosso amor na parada, e se alguem curtir, ótimo, continuaremos tocando por ai, senão sei la…

Tem uma frase mto boa: sem expectativas, sem desapontamentos. Estamos deixando fluir, dando nosso melhor e claro sempre explorando novos horizontes, o mundo é muito grande para continuar sempre no mesmo lugar.

7 – Com o surgimento de “novos estilos musicais” mais comerciais, como se sentem como banda ao saber que é muito mais difícil ter um espaço mínimo nos veiculos de mídia ?

Não estamos muito preocupados com isso não, a banda ta crescendo, os shows estão insanos, maravilha total, somos otimistas e cada vez a mídia de massa fica mais desnecessária para atingir as pessoas.

Por exemplo, vc q esta lendo isso aqui nao viu anúncio na novela para vir ler a entrevista do Rancore e se ficássemos dependendo da boa vontade dos outros para buscar nossos sonhos, nunca sairiamos do lugar.

8 – Quais as influências musicais que são aplicadas no rancore ?

Atualmente estamos ouvindo muito Fugazi, Fiona apple, Planet hemp, Nação zumbi, Sabotage, Red hot chilli peppers, Television, Cripple bastards, Alexisonfire, Thrice, Radiohead, Rancid, Nirvana, At the drive in, Tim armstrong e etc …

9 – Se tivessem a oportunidade de fazer um show com alguma banda ou músico, qual seria?

Tem tanta gente boa por ai…e sempre legal fazer um som com outros universos.

10 – No dia 14/08 houve um problema com um show em osasco o que houve ?

Leticia e Leandro, dois criminosos ladrões que vão colher o que estão plantando, e isso serviu para nos deixar mais espertos em relação a quanta gente de má indole existe nesse mundo.

Queria agradecer ao Rancore pela entrevista e a todo mundo que acompanha ssáporra :}

foto de rancore em 13/08/10